A greve dos trabalhadores dos Correios segue no Paraná e ainda não há previsão para o fim da mobilização. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (23) por Diego Henrique da Silva, diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
Segundo ele, a paralisação, que começou de forma pontual nos Centros de Distribuição Domiciliária (CDDs) de cidades como Cascavel, Ponta Grossa, Pato Branco e Fazenda Rio Grande, tornou-se estadual na última terça-feira (22).
Diego afirmou que uma reunião estava marcada com o superintendente estadual dos Correios em Ponta Grossa, mas o gestor não compareceu. Uma nova tentativa de diálogo deve ocorrer nesta quarta, no Ministério Público do Trabalho, em Curitiba.
O motivo da greve é a insatisfação com o projeto piloto “Entrega Unificada”, implantado pela gestão dos Correios no Paraná. Antes, as entregas eram divididas entre diferentes profissionais — encomendas maiores eram levadas de carro, enquanto cartas e objetos pequenos eram entregues por bicicleta ou moto. Com o novo modelo, todas as tarefas foram unificadas no mesmo carteiro, o que, segundo os trabalhadores, aumenta a sobrecarga, gera atrasos e exige que passem mais de uma vez pela mesma rua.
O sindicato alerta que, caso não haja avanços nas negociações, a paralisação pode se expandir para todo o país, uma vez que o projeto começou a expandir para outros estados.

