Oeste do Paraná mira liderança mundial na produção de proteína animal até 2040

Oeste do Paraná já é referência nacional na produção de proteína animal, mas a meta da região é ainda mais ambiciosa: tornar-se líder mundial do setor até 2040. Para alcançar esse objetivo, representantes da indústria, cooperativas e entidades de desenvolvimento defendem investimentos em tecnologia, educação, inovação e qualificação profissional.

A indústria de alimentos da região movimenta mais de R$ 70 bilhões por ano. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) mostram que o Oeste reúne cerca de 2.500 indústrias, sendo 725 ligadas diretamente ao setor alimentício.

Além da força econômica, o segmento também tem grande impacto na geração de empregos. Atualmente, três em cada dez vagas formais da região estão ligadas à indústria de alimentos. Quando considerados os postos indiretos, a participação sobe para seis em cada dez oportunidades de trabalho.

A produção baseada na transformação de grãos em proteína animal colocou o Oeste do Paraná entre os principais polos exportadores do país. Os produtos da região chegam a aproximadamente 150 países, com destaque para a carne de frango. O Oeste é hoje a maior região produtora do Brasil neste segmento.

A região também ocupa a segunda colocação nacional na produção de suínos. Em um dos frigoríficos instalados no Oeste, são abatidos cerca de 2.900 animais por dia. Mesmo com uma leve redução nas exportações provocada por conflitos internacionais e medidas econômicas adotadas em alguns países, cerca de 35% da produção segue destinada ao mercado externo, principalmente para países da Ásia e integrantes do Mercosul.

Os produtos industrializados, como embutidos, temperados e defumados, têm como principal destino o mercado interno. Para aumentar a eficiência e garantir a qualidade, empresas do setor vêm ampliando investimentos em automação, inovação e rastreabilidade dos animais, permitindo acompanhar todo o processo, desde a origem até o consumidor final.

Outro destaque do Oeste paranaense é a produção leiteira. A região possui a terceira maior bacia leiteira do Brasil, sustentada por uma forte cadeia produtiva impulsionada pelo cooperativismo e associativismo. Das dez maiores cooperativas brasileiras, cinco estão instaladas no Oeste do Paraná.

Para lideranças do setor, o diferencial da região está na produção de milho e soja, matérias-primas fundamentais para a cadeia da proteína animal. A proposta é ampliar a agregação de valor aos produtos e fortalecer ainda mais a competitividade regional nas próximas décadas.

Com esse cenário, foi criado o programa Oeste em Desenvolvimento, responsável pelo projeto “Ambição para 2040”. A iniciativa busca transformar a região em referência global na produção de proteína animal e em tecnologia aplicada ao agronegócio.

O projeto prevê ações voltadas para geração de empregos, ampliação da oferta de energia, fortalecimento da sanidade animal, além de investimentos em educação e tecnologias avançadas.

A expectativa é que, até 2040, o Oeste do Paraná seja reconhecido não apenas pela produção de grãos e proteína animal, mas também como uma referência global em inovação, conhecimento e tecnologia aplicada ao agronegócio.

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